Cidadania e democracia desde a escola

O projeto Cidadania e Democracia desde a Escola tem como objetivo criar espaços para promover o diálogo plural baseado no respeito e no reconhecimento da diversidade dentro das salas de aula do sistema público de educação brasileiro, servindo como ferramenta para prevenir o aumento do preconceito, intolerância e discriminação, e estimular a participação dos/as jovens na construção de uma sociedade mais tolerante, democrática e solidária.

Fruto de uma parceria entre o Instituto Auschwitz para a Paz e Reconciliação, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (MPF), e a Secretaria Nacional de Proteção Global (MMFDH), o projeto teve iníciou em 2017 a partir de um processo de consulta que contou com a participação de 100 pessoas, incluindo representantes da sociedade civil, funcionários públicos, educadores/as e estudantes.

Partindo dos marcos educativos vigente no Brasil e considerando a realidade em que os/as professores/as vivem nas escolas, o projeto se constitui como uma proposta para se trabalhar ao longo do ano escolar um programa de cidadania democrática com jovens entre 13 e 18 anos.

Para sua implementação, os/as professores/as participantes passam por um processo de formação e recebem um guia pedagógico que contém todas as informações necessárias para desenvolver o projeto em sala de aula.

Dividido em duas partes, em um primeiro momento, o projeto busca problematizar uma série de questões com os/as estudantes em sala de aula, trabalhando 5 eixos temáticos que seguem uma sequência pedagógica, sendo eles: 1. Identidade e diversidade; 2. Dignidade e respeito; 3. Direitos humanos; 4. Democracia e direito à informação; e, 5. Cidadania, cooperação e solidariedade.

O segundo momento do projeto pretende estimular a participação dos/as jovens mediante o desenvolvimento de projetos de pesquisas realizados em grupos. A ideia desta fase é que os/as estudantes possam explorar e desenvolver seus próprios interesses e inquietudes, e que realizem um vídeo final sobre um tema que posteriormente possa ser apresentado à comunidade educativa em seu conjunto, convertendo-se também em uma ferramenta de educação entre pares.

Em 2018 o projeto foi aplicado em uma fase piloto em sete escolas públicas – duas em Brasília-DF e cinco em São Paulo – em colaboração com as Secretarias de Educação de ambos os estados. Durante 2019, o Instituto estima envolver um total de até 70 professores/as e coordenadores/as, 25 escolas, e um número ainda indeterminado de estudantes, como ponte para expandir o projeto a outros estados do país em 2020.